sábado, 9 de novembro de 2013

Visita ao passado com vista ao futuro!


De tempos em tempos, precisamos revistar nossas vidas. Assim como quem decide voltar a um bairro onde morou, a uma escola em que estudou, a um museu que foi visitar com a turminha da escola.
Fazer uma visita atenta, com o objetivo reconhecer o que conhecemos de tudo o que puder ser visto ali. Lembrar fatos, histórias, episódios e sua importância. Refletir sobre o quanto eles impactaram nossas vidas, o quanto foram determinantes para que nós nos transformássemos no que somos hoje.
E dar um passo além. Perceber como nos sentimos ali olhando o passado. Pesando o resultado: é positivo ou negativo?
Mais do que isso: o que vimos ali ainda nos serve? Ainda faz sentido? Ainda funciona? Produz o bem?

Hoje me peguei refletindo sobre como meu cérebro trabalha, sua autonomia. Mais especificamente sobre sua seletividade. O que ele fica e o que ele dispensa. O que meu cérebro absorve, por que absorve ou por que não absorve?
Penso que temos muito que estudar para entender o cérebro, mas tenho pensado sobre a necessidade de reformular o presente, repensar a maneira como penso, repensar meus limites, o modo como encaro a vida, minhas relações com amigos e família, sua consistência, etc., e que parece não existir a necessidade de conhecimento técnico profundo para estabelecer mudanças radicais em nossa vida.

Lembrei-me da história sobre a memória de elefante. Alguém me contou que quando os donos de circo treinam elefantes desde pequenos, os mantem presos a pequenas estacas de madeira. O pequeno elefante tenta faz força para se livrar daquela estaca e quando conclui que não pode, nunca mais decide por uma nova tentativa. Mesmo em idade adulta, quando facilmente poderia se soltar, não o faz por causa daquela convicção desenvolvida na infância.
Minhas memórias de elefante precisam no mínimo ser questionadas e muitas delas substituídas por novas e adequadas convicções. Toda essa exposição não oferece uma conclusão, muito menos uma resposta definitiva, mas me faz acreditar que uma grande mudança é absolutamente possível, que não precisamos ficar refém de qualquer que seja o cenário. Tudo é possível para quem acredita, para quem acredita em Deus, mas não apenas Nele. Principalmente, para quem acredita em si mesmo, na força de suas convicções e acredita em sua coragem de seguir adiante até que seus objetivos sejam alcançados.

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